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Bogotá, Fevereiro 21 de 2011. - Em 16 de fevereiro passado realizou-se o foro, Eleições, do papel para a era digital' Organizado pela revista Semana, na cidade de Bogotá.   Esse foro visava criar um debate sobre as posturas mais atuais no tocante a automatização do voto, no âmbito da reforma eleitoral ainda pendente para Colômbia, e sob o suposto de que para as próximas eleições presidenciais do ano 2014, esse sistema será uma realidade, como indicado por Germán Vargas Lleras, Ministro de Interior e Justiça desse país andino.

Segundo Eduardo Correia, Vice-presidente da Unidade Eleitoral da Smartmatic e palestrante convidado ao foro, 'os sistemas de voto automatizado partem da Idea de garantir que os resultados de toda eleição sejam determinados apenas pela vontade dos eleitores. Com base na quantidade de experiências precedentes e de sucesso no Brasil, nas Filipinas e na Índia, durante mais de 10 anos 'processos que não só foram bem executados, mas também foram muito bem recebidos pelos eleitores- podemos dizer que a automatização, em geral, e o voto eletrônico em particular, são duas tendências definitivamente irreversíveis'.

Correia fez a comparação entre as tecnologias utilizadas no Brasil, nas Filipinas e na Índia e analisou os benefícios que trouxe a automatização em cada um desses países.  Nas Filipinas, primeiro país do sudeste asiático a automatizar suas eleições, o Instituto Social Weather Stations (SWS) do processo.  Além disso, esse processo eleitoral fez com que o povo filipino, pela primeira vez na sua história, conhecesse os resultados eleitorais no mesmo dia em que foi realizada a votação.  Este caso demonstra, embora parcialmente, que não existe uma relação de dependência entre o nível de desenvolvimento de um país o sua geografia e a utilização de sistemas de votação eletrônica.

No Brasil, as máquinas não imprimem comprovantes de voto, mas Correia destacou a vantagem de que os equipamentos sejam ativados com a autenticação biométrica dos eleitores, garantindo a premissa segundo a qual um eleitor deve ser igual a um voto.  Finalmente, Correia louvou o mínimo consumo energético que precisam os equipamentos de votação na Índia, ode se realiza a maior eleição do mundo.

Nesse foro também participaram Carlos Holguín Sardi, ex Presidente do Partido Conservador, Carlos Ariel Sánchez, Registrador Nacional do Estado Civil, Juan Pablo Cepero Márquez, Presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Juan Fernando Cristo, Senador da República e Jennifer McCoy, Diretora do Centro Carter para as Américas, quem apresentou uma palestra explicando os diferentes sistemas de votação automatizada, as características de cada tecnologia e algumas experiências pontuais.

O Foro fez com que os participantes avaliassem as vantagens e desvantagens, sob o ponto de vista econômico, social e cultural, da utilização de um sistema de votação eletrônico.  Enfatizou-se também que um processo dessa classe ajuda na adoção de transparência e eficácia nos processos eleitorais, porém, isso não garante a desaparição dos vícios ligados com os processos democráticos, tema em que as instituições colombianas especificamente, e latino-americanas em geral, devem fazer um forte trabalho.